De corpo e alma, dirias tu. Não há motivos para pudor, para incredulidade… Não existem especialmente fundamentos para a intranquilidade. Num dia de Outono, por entre as raízes descabidas, desfiguradas, salientes das árvores que povoam o nosso jardim edénico, a nossa floresta ideal, dizes tu palavras soltas e lunáticas, que prefiro beber numa mudez agradada. Esse verdume que adivinha quando afagado pela vanidade do vento, que sibila religiosamente às mais ténues folhas o seu anseio de ser sentido, amado pela natureza envolvente.
Que vês tu desta varanda? Que vês tu para além daquilo que horizonte delimita, que os olhos te provam, que cheiras ou saboreias na brisa?
Que vês tu desta varanda? Que vês tu para além daquilo que horizonte delimita, que os olhos te provam, que cheiras ou saboreias na brisa?
